Registro de Pensamentos
por Jonas Silvestri · CRP 02/29784
O Registro de Pensamentos é um exercício da Terapia Cognitivo-Comportamental que ajuda você a identificar e questionar pensamentos que causam sofrimento. Leva cerca de 10 a 15 minutos.
Quando usar
sempre que você perceber uma mudança brusca de humor (ansiedade, tristeza, raiva) ou se pegar fazendo algo que sabe que não ajuda (evitar uma situação, procrastinar, ruminar). É nesses momentos que o exercício funciona melhor.
Pensamento sendo analisado
Pensamento original
Perspectiva alternativa
Fase 1 de 2 — Mapeando o que aconteceu
O que estava acontecendo?
Você chegou até aqui porque percebeu uma mudança em como estava se sentindo ou se notou fazendo algo que normalmente não ajuda. Antes de tentar identificar o pensamento, vamos situar o momento. Onde você estava? O que estava fazendo? O que aconteceu pouco antes dessa mudança? Descreva só os fatos por enquanto, sem se preocupar em interpretar ainda.
Fase 1 de 2 — Mapeando o que aconteceu
Qual foi o pensamento automático?
É comum que vários pensamentos passem pela cabeça ao mesmo tempo, não só um. Tente voltar ao momento em que a emoção ficou mais forte e identifique o pensamento que mais pesou ali, aquele que parecia mais verdadeiro ou que mais doeu. É esse pensamento que vamos trabalhar daqui pra frente.
Tente escrever o pensamento exatamente como ele apareceu, sem filtros ou correções.
Fase 1 de 2 — Mapeando o que aconteceu
O que você sentiu?
Selecione as emoções que esse pensamento trouxe e ajuste a intensidade de cada uma.
Medo
Tristeza
Raiva
Vergonha
Culpa
Nojo
Confusão
Emoções positivas
Fase 1 de 2 — Mapeando o que aconteceu
Como você reagiu?
Diante do pensamento e das emoções que surgiram, como você agiu? O que você fez, ou deixou de fazer, que talvez não tenha ajudado?
Está com dificuldade? Ver exemplos comuns
- Evitar algo (uma conversa, um lugar, uma tarefa)
- Agir no impulso, sem pensar muito (responder de forma seca, sair de perto)
- Procrastinar ou adiar
- Ficar checando ou pedindo confirmação repetidamente
- Ficar remoendo a situação na cabeça, sem conseguir parar de pensar nela
- Se isolar ou ficar quieto
- Tentar controlar tudo ao redor
Comportamentos são respostas naturais às emoções. Não há resposta certa ou errada.
Fase 2 de 2 — Questionando o pensamento
Que tipo de pensamento é esse?
Pensamentos automáticos nem sempre são totalmente verdadeiros ou totalmente falsos, eles podem estar em algum ponto entre os dois extremos. Às vezes, esse tipo de pensamento segue padrões conhecidos, chamados de distorções cognitivas. Veja abaixo se o seu se encaixa em algum deles.
Você enxerga as situações em extremos, sem meio-termo. Ex: 'Se não fui perfeito, falhei completamente.'
Você assume que o pior cenário possível vai acontecer. Ex: 'Se eu errar isso, minha vida vai desmoronar.'
Você ignora ou minimiza coisas boas que aconteceram. Ex: 'Fui elogiado, mas só foi por educação.'
Você trata o que sente como prova do que é real. Ex: 'Estou com medo, então deve haver um perigo real.'
Você usa um rótulo fixo para se descrever ou descrever outros. Ex: 'Sou um fracasso' em vez de 'Errei nessa situação.'
Você amplia seus erros e diminui suas qualidades — ou o oposto em relação aos outros. Ex: 'Qualquer um faria isso, não tem nada de especial.'
Você foca num detalhe negativo e ignora o restante. Ex: Uma crítica apaga dez elogios recebidos.
Você assume saber o que os outros estão pensando. Ex: 'Ela ficou quieta, então está com raiva de mim.'
Um evento negativo vira uma regra permanente. Ex: 'Isso sempre acontece comigo. Nada nunca dá certo.'
Você assume responsabilidade por coisas fora do seu controle. Ex: 'Meu filho foi mal na prova — a culpa é minha.'
Você aplica regras rígidas sobre como você ou os outros deveriam agir. Ex: 'Eu não deveria sentir isso. Tenho que dar conta.'
Você só enxerga os aspectos negativos de uma situação, ignorando o todo.
Você prevê que as coisas vão dar errado como se fosse um fato certo. Ex: 'Vou travar na apresentação.'
Nem todo pensamento se encaixa perfeitamente em uma dessas categorias, e tudo bem. Se nenhuma parecer certa, use o botão abaixo para pular esta etapa sem problema.
Fase 2 de 2 — Questionando o pensamento
O que sustenta esse pensamento?
O que te faz acreditar que esse pensamento é verdade?
Nem todo pensamento se encaixa bem nesse tipo de pergunta, e tudo bem.
Fase 2 de 2 — Questionando o pensamento
O que contradiz esse pensamento?
Que fatos contradizem a ideia de que esse pensamento é verdade?
Às vezes é difícil enxergar o outro lado quando estamos no meio da emoção. Tudo bem se vier pouco, o importante é tentar.
Nem todo pensamento se encaixa bem nesse tipo de pergunta, e tudo bem.
Fase 2 de 2 — Questionando o pensamento
Como você poderia pensar diferente?
Considerando tudo que você refletiu, como você poderia olhar para essa situação de forma mais equilibrada?
Fase 2 de 2 — Questionando o pensamento
O que seria bom fazer agora?
Considerando o que você refletiu, existe alguma ação, ou alguma pausa, que faria sentido nas próximas horas?
Às vezes a melhor ação é simplesmente não agir por impulso.
Sua frase de bolso
Da próxima vez que esse pensamento voltar, o que você gostaria de lembrar?
Essa frase vai aparecer em destaque no seu registro final.
Você concluiu
a primeira parte
Você mapeou sua experiência. Agora vamos investigar o pensamento que esteve por trás de tudo isso.
Faltam 6 de 10 etapas
Síntese das evidências
O que você encontrou
Sustenta o pensamento
Contradiz o pensamento
Registro concluído
Você terminou
seu registro.
Pensamento original
Pensamento alternativo
Sua frase de bolso
Distorções identificadas
Ver registro completo ↓
Como você está agora?
Se o seu humor melhorou pelo menos 10% após esse exercício, já valeu a pena. Pequenas mudanças na forma de pensar acumulam grandes transformações ao longo do tempo.